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domingo, 24 de junho de 2012

O MÉTODO ANTICARTESIANO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA - I capa e contracapa

DE: Lucia Santaella
ED: UNESP e FAPESP (Brasil, São Paulo: 2004, 278 págs.)
Coordenação geral: Sidnei Simonelli
Produção gráfica: Anderson Nobara
Assistente editorial: Nelson Luís Barbosa
Preparação de original: Carlos Villarruel
Revisão: Ana Paula Castellani e Fábio Gonçalves
Editoração eletrônica: Lourdes Guacira da Silva
Diagramação: Edmilson Gonçalves
Palavras-chave: Semiótica peirceana, Método cartesiano

CONTRACAPA
Após se destacar com trabalhos em química, física, matemática e astronomia, Charles Sanders Peirce voltou-se para o estudo da filosofia e da lógica. Fundador do pragmatismo, é o introdutor das pesquisas em semiótica e construiu a primeira lógica de relações, desenvolvendo conceitos e ideias que permaneceram atuais e basilares.
O grande ensinamento deste livro, que relaciona o pensamento de Peirce ao de Descartes, é a demonstração, pelo primeiro, de que a investigação científica é sempre gratificante, pois é a maneira que o intelectual tem de conversar com a Natureza em suas diversas escalas, a microscópica, a inorgânica, a biológica, a humana e a macroscópica.

O MÉTODO ANTICARTESIANO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA - II orelha

DE: Lucia Santaella
ED: UNESP e FAPESP (Brasil, São Paulo: 2004, 278 págs.)
Coordenação geral: Sidnei Simonelli
Produção gráfica: Anderson Nobara
Assistente editorial: Nelson Luís Barbosa
Preparação de original: Carlos Villarruel
Revisão: Ana Paula Castellani e Fábio Gonçalves
Editoração eletrônica: Lourdes Guacira da Silva
Diagramação: Edmilson Gonçalves
Palavras-chave: Semiótica peirceanaMétodo cartesiano

ORELHA
filósofo e matemático norte-americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), ao longo de sua carreira, enfatizou, com seu pragmatismo a necessidade de promover a clareza linguística e conceitual nos debates filosóficos e científicos, sendo um dos pioneiros no estudo da semiologia e da semiótica.
A presente obra teve seu ponto de partida numa tese de livre-docência defendida pela autora na ECA-USP. As ideias, no entanto, foram se aprofundando na busca de compreender melhor a relação entre o pensamento do estudioso norte-americano e o do filósofo francês René Descartes (1956-1650).
Santaella, uma das maiores especialistas no país sobre as teorias de Peirce, oferece neste livro a oportunidade de refletir como ele tomou Descartes por seu primeiro interlocutor, apontando as deficiências do pensamento cartesiano com a convicção de que os novos tempos demandavam um raciocínio que transcendesse o legado do intelectual francês.
Para Peirce  o mundo externo ao pesquisador e o conhecimento individual estão em evolução contínua. O impacto da experiência, nesse sentido, é essencial, pois esta permite que a ciência corrija o seu caminho, tendo como norte, na maioria dos casos, leis gerais que, em hipótese alguma, eliminam variações acidentais. Isso garante, felizmente, que nunca haverá respostas definitivas para as mais variadas perguntas.

O MÉTODO ANTICARTESIANO DA SEMIÓTICA PEIRCEANA - III sumário

DE: Lucia Santaella
ED: UNESP e FAPESP (Brasil, São Paulo: 2004, 278 págs.)
Coordenação geral: Sidnei Simonelli
Produção gráfica: Anderson Nobara
Assistente editorial: Nelson Luís Barbosa
Preparação de original: Carlos Villarruel
Revisão: Ana Paula Castellani e Fábio Gonçalves
Editoração eletrônica: Lourdes Guacira da Silva
Diagramação: Edmilson Gonçalves
Palavras-chave: Semiótica peirceanaMétodo cartesiano

SUMÁRIO
Palavras iniciais
Introdução

1 Um método anticartesiano
A desconstrução do cartesianismo
Bases para um novo método
Dúvida e crença sob outra luz

2 O instinto da razão
A evolução dos conceitos
O flash da adivinhação
Abdução e intuição
A revisão das origens

3 A descoberta e a investigação
Do plausível ao provável
Os estágios da investigação

4 A teoria dos métodos
Nos interiores da lógica
A vida dos signos
Um método para descobrir métodos

5 A verdade viva
As insuficiências da lógica
A onipresença da hábito
A verdade do processo

Palavras finais
Referências bibliográficas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

SEMIÓTICA EM BIBLIOGRAFIA COMENTADA - I capa e contracapa

LIVRO: SEMIÓTICA, BIBLIOGRAFIA COMENTADA (1999)
DE: Lúcia Santaella e Winfried Nöth
ED: Experimento (Brasil, São Paulo: 1999, 222 págs.)
Revisão: Maria do Socorro Senatore
Diagramação: Alan Cesar Sales Maia
Capa: Ana Aly

CONTRACAPA
"Coleção dirigida a estudantes de graduação e pós-graduação bem como a professores e pesquisadores traz os mais importantes livros sobre o assunto comentados e analisados por reconhecidos especialistas."

SEMIÓTICA EM BIBLIOGRAFIA COMENTADA - II índice

LIVRO: SEMIÓTICA, BIBLIOGRAFIA COMENTADA (1999)
DE: Lúcia Santaella e Winfried Nöth
ED: Experimento (Brasil, São Paulo: 1999, 222 págs.)
Revisão: Maria do Socorro Senatore
Diagramação: Alan Cesar Sales Maia
Capa: Ana Aly

ÍNDICE
Apresentação

I. TÍTULOS BÁSICOS

I.1 Saussure, Ferdinand de. Curso de Linguística Geral
I.2 Hjelmslev, Louis Trolle. Prolegômenos a uma Teoria da Linguagem
I.3 Martinet, André. Elementos de Linguística Geral
I.4 Buyssens, Eric. Semiologia e Comunicação Linguística
I.5 Pietro, Luis J. Mensagens e Sinais
I.6 Barthes, Roland. Elementos de Semiologia
I.7 Greimas, Algirdas-Julien. Semântica Estrutural
I.8 Greimas, Algirdas-Julien. Do Sentido
I.9 Barros, Diana Luz Pessoa de. Teoria Semiótica do Texto
I.10 Peirce, Charles Sanders. Semiótica e Filosofia
I.11 Peirce, Charles Sanders. Escritos Coligidos
I.12 Peirce, Charles Sanders. Semiótica
I.13 Santaella, Lúcia. O que é Semiótica
I.14 Pinto, Julio. 1, 2, 3 da Semiótica
I.15 Santaella, Lúcia. Teoria Geral dos Signos. Semiose e Autogeração
I.16 Morris, Charles W. Fundamentos da Teoria dos Signos
I.17 Eco, Umberto. As Formas do Conteúdo
I.18 Eco, Umberto. O Signo
I.19 Nöth, Winfried. Panorama da Semiótica. De Platão a Peirce
I.20 Deely, John. Introdução à Semiótica: História e Doutrina
I.21 Nöth, Winfried. A Semiótica no Século XX
I.22 Rodrigues, Adriano Duarte. Introdução à Semiótica
I.23 Couto, Hildo Honório do. Uma Introdução à Semiótica
I.24 Carontini, Enrico e Daniel Peraya. O Projeto Semiótico. Elementos da Semiótica Geral
I.25 Teixeira Coelho Netto, José. Semiótica, Informação e Comunicação. Diagrama da Teoria do Signo
I.26 Santaella, Lúcia. Percepção. Uma Teoria Semiótica
I.27 Chabrol, Claude (org.). Semiótica Narrativa e Textual
I.28 Segre, Cesare. Os Signos e a Crítica
I.29 Pignatari, Décio. Semiótica e Literatura
I.30 Blikstein, Izidoro. Kaspar Houser ou A Fabricação da Realidade
I.31 Guinsburg, Jacó, José Teixeira Coelho Netto e Reni Chaves Cardoso (orgs.). Semiologia do Teatro
I.32 Helbo, André (org.). Semiologia da Representação: Teatro, Televisão, História em Quadrinhos
I.33 Santaella, Lúcia e Winfried Nöth. Imagem. Cognição, Semótica, Mídia
I.34 Oliveira, Ana Claudia de e Ivana Fechine (orgs.). Semiótica da Arte. Teorizações, Análises e Ensino
I.35 Metz, Christian. Significação no Cinema
I.36 Metz, Christian. Linguagem e Cinema
I.37 Barthes, Roland. Sistema da Moda
I.38 Gear, Maria do Carmo e Ernesto Cesar Liendo. Semiologia Psicanalítica
I.39 Chalhub, Samira. Semiótica dos Afetos

II. TÍTULOS PARA PESQUISA AVANÇADA

II.1 Marty, Claude e Robert Marty. La Semiótica: 99 Respuestas
II.2 Deely, John. Semiótica Básica
II.3 Barros, Diana Luz Pessoa de. Teoria do Discurso: Fundamentos Semióticos
II.4 Greimas, Algirdas-Julien. Semiótica e Ciências Sociais
II.5 Greimas, Algirdas-Julien. Semiótica do Discurso Científico. Da Modalidade
II.6 Greimas, Algirdas-Julien e Eric Landowski (orgs.). Análise do Discurso em Ciências Sociais
II.7 Landowski, Eric. A Sociedade Refletida. Ensaios de Sociossemiótica
II.8 Greimas, Algirdas-Julien e Jacques Fontanille. Semiótica das Paixões
II.9 Greimas, Algirdas-Julien e Joseph Courtés. Dicionário de Semiótica
II.10 Parret, Herman. Semiótica y Pragmática: Una Comparación Evaluativa de Marcos Conceptuales
II.11 Morentin, Juan Margariños de. El Signo. Las Fuentes Teóricas de la Semiologia: Saussure, Peirce, Morris
II.12 Merrell, Floyd. Peirce's Semiotics Now. A Primer
II.13 Houser, Nathan et al. (orgs.). Essential Peirce, volume I (1867-1893). Essential Peirce, volume II (1893-1909)
II.14 Eco, Umberto. A Estrutura Ausente. Introdução à Pesquisa Semiológica
II.15 Eco, Umberto. Tratado Geral de Semiótica
II.16 Kristeva, Julia. Introdução à Semanálise
II.17 Schnaiderman, Boris (org.). Semiótica Russa
II.18 Mukarovsky, Jean. Escritos sobre Estética y Semiótica del Arte
II.19 Ferrara, Lucréssia D'Aléssio. A Estratégia dos Signos
II.20 Plaza, Julio. Tradução Intersemiótica
II.21 Rodrigues, José Maria et al. Arquitectura como Semiótica
II.22 Tudela, Fernando. Hacia una Semiótica de la Arquitectura
II.23 Morentin, Juan Angel Margariños de. El Mensaje Publicitario: Nuevos Ensayos sobre Semiótica y Publicidad
II.24 Santaella, Lúcia. A Assinatura das Coisas. Peirce e a Literatura
II.25 Saporiti, Elisabeth. A Interpretação
II.26 Ravera, Rosa Maria. Estética y Semiótica
II.27 Sini, Carlo. Semiótica Y Filosofia
II.28 Tatit, Luiz. Musicando a Semiótica
II.29 Tarasti, Eero. A Theory of Musical Semiotics
II.30 Sebeok, Thomas A. Signs: An Introduction to Semiotics
II.31 Sebeok, Thomas A. Sign is Just a Sign
II.32 Colapietro, Vincent M. Glossary of Semiotics
II.33 Nöth, Winfried. Handbook of Semiotics

III. TÍTULOS COMPLEMENTARES

III.1 Krampen, Martin et al. (eds.). Classics of Semiotics
III.2 Innis, Robert (ed.). Semiotics: An Introductory Anthology
III.3 Deeley, John, Brooke Williams e Felicia Kruse (eds.). Frontiers in Semiotics
III.4 Koch, Walter A. Evolutionary Cultural Semiotics
III.5 Nöth, Winfried (org.). Origins of Semiosis: Sign Evolution in Nature and Culture
III.6 Lotman, Yuri M. Universe of the Mind. A Semiotic Theory of Culture
III.7 Hoffmeyer, Jesper. Signs of Meaning in the Universe
III.8 Nöth, Winfried (org.). Semiotics of the Media. State of the Art, Projects, and Perspectives
III.9 Eco, Umberto. Semiotics and the Philosophy of Language
III.10 Eco, Umberto. Kant e L'Ornitorinco
III.11 Lizska, James Jakób. A General Introduction of the Semiotic of Charles Sanders Peirce
III.12 Johansen, Jorgen Dines. Dialogic Semiosis: An Essay on Signs and Meaning

LISTA DOS AUTORES POR ORDEM ALFABÉTICA
LISTA DOS TÍTULOS POR ORDEM ALFABÉTICA
APRESENTAÇÃO DOS AUTORES

sexta-feira, 19 de março de 2010

ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA - III orelhas

LIVRO: ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA (2008)
DE: Edgar Roberto Kirchof
ED: EdiPUCRS (Brasil, Porto Alegre: 2008, 304 págs.)
Capa: Marcos Saporiti e Vinícius Xavier
Revisão: Patrícia Aragão e Susana Dantas Guindani
Editoração: Adriana Condessa Ferreira e Luciana Haesbaert Balbueno
Palavras-chave: estética, filosofia, semiótica, biologia

ORELHAS, por Lúcia Santaella [1]
"Os temas deste livro - os fundamentos biológicos da Estética e as formas ancestrais da arte na natureza - podem parecer contraditórios, uma vez que muitas pessoas ainda consideram válido o dogma segundo o qual arte e cultura são manifestações exclusivas do agir humano. No entanto, o pesquisador - que, juntamente com Peirce e com os fundamentos da já clássica Teoria Evolutiva do Conhecimento, parte dos princípios do sinequismo e da continuidade incondicional da cosmogênese no universo e da filogênese humana - não pode mais desconsiderar os signos que apontam claramente para o fato de que o antropocentrismo cartesiano, inerente às Ciências Humanas tradicionais, é, hoje, um paradigma superado, inclusive no âmbito da Estética.
Edgar Roberto Kirchof expõe, em uma síntese procedente, o novo paradigma da Semiótica Evolutiva da Cultura, focalizando a vertente vanguardista da Bioestética. A partir de um panorama enciclopédico, suscinto embora sempre compreensível, o leitor é introduzido em uma área extremamente atual e, ao mesmo tempo, instigante da pesquisa transdisciplinar em nível internacional, cujos avanços, até o momento, ainda não encontraram grande ressonância em solo brasileiro.
A Bioestética, enquanto um ramo da Biossemiótica (a ciência dos processos semióticos na natureza), não pretende apenas estudar as formas ancestrais da arte já existentes na natureza. Entre seus objetivos, também consta a investigação das raízes da arte na filogênese humana e na natureza sem jamais promover um reducionismo que supostamente explicaria todos os fenômenos culturais a partir de sua origem natural. Na medida em que lida com esses temas, colocando-os à prova a partir de análises ao mesmo tempo detalhadas e convincentes, este livro é capaz de conciliar o abismo que muitos acreditam existir entre "dois mundos": de um lado, o mundo de uma ciência natural como a Biologia; de outro, o universo das Ciências Humanas. A qualidade perspicaz e excitante do texto reside no fato de que as raízes filogenéticas da arte não são buscadas nas chamadas "culturas primitivas", como, por exemplo, nas culturas provenientes da África ou do Amazonas, e sim na arte de Leonardo da Vinci e até - ouça o leitor e se surpreenda! - na de Andy Warhol."

[1] Professora Titular da Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

TEORIA GERAL DOS SIGNOS - I capa e contracapa

LIVRO: A TEORIA GERAL DOS SIGNOS - COMO AS LINGUAGENS SIGNIFICAM AS COISAS (1995)
DE: Lucia Santaella
ED: Thomson/Pioneira (Brasil, São Paulo: 2004, 156 págs.)
Revisão: Janice Yunes
Capa: Macquete Produções Gráficas

CONTRACAPA
"A TEORIA GERAL DOS SIGNOS é um livro consagrado à admirável obra do lógico e filósofo [norte-]americano Charles Sanders Peirce (1839-1914), hoje internacionalmente reconhecido como um dos mais importantes pensadores [norte-]americanos de todos os tempos. Suas preocupações com as leis e a organização geral do pensamento, das ações e da sensibilidade humanas o levaram a postular, como fudamento da lógica, uma teoria geral dos signos, também chamada de semiótica, cuja tarefa é desvendar o que são e como operam os signos e, por meio deles, o próprio pensamento e, consequentemente, os modos pelos quais podemos compreender as coisas.

A autora é Lucia Santaella, semioticista brasileira que, há anos, vem se dedicando ao difícil e necessário trabalho de percorrer a vastíssima obra de Peirce, em boa parte ainda inédita, à cata tanto das pistas quanto das informações explícitas que permitam retornar e levar adiante a inacabada semiótica de Peirce. Por isso mesmo, essa obra destina-se àqueles que, não se satisfazendo com as versões simplistas e reducionistas da semiótica, desejam entender o extraordinário poder dos símbolos, sinais, códigos e linguagens que transitam nos processos de comunicação e hoje povoam as modernas mídias eletrônicas."

TEORIA GERAL DOS SIGNOS - II orelhas

LIVRO: A TEORIA GERAL DOS SIGNOS - COMO AS LINGUAGENS SIGNIFICAM AS COISAS (1995)
DE: Lucia Santaella
ED: Thomson/Pioneira (Brasil, São Paulo: 2004, 156 págs.)
Revisão: Janice Yunes
Capa: Macquete Produções Gráficas

ORELHAS
"O extraordinário poder das comunicações de massa, as modernas mídias eletrônicas renovam a cada minuto a perplexidade e o interesse do homem contemporâneo diante da proliferação dos signos e de seu funcionamento, muitas vezes caprichoso e obscuro.

É por essa razão que a
semiótica de Charles Sanders Peirce está na ordem do dia, muitas décadas depois da morte de seu mentor; e é cada vez mais comum ouvir-se falar de Peirce, de símbolos, ícones, índices, semiose etc. Esse apressado mundo das mídias – que continuamos precisando decifrar, se não quisermos ser devorados – talvez seja um dos principais responsáveis pelo fato de, mesmo estando na moda, Peirce e sua semiótica continuarem sendo conhecidos "de orelhada".

É na contracorrente desse
"ouvir dizer" que Lucia Santaella não se cansa de remar. Como ela mesma diz, "este é um livro de amor pelas minúcias, de calma e paciência para com os conceitos"; a calma e a paciência necessárias para que os pormenores de uma primeira impressão possam revelar-se, por assim dizer, "pormaiores", capazes de esclarecer, na obra de Peirce, o que já era hábito considerar "obscuro por natureza".
Assim, a semiose, o complexo processo por meio do qual o signo constrói a representação e torna possível a comunicação, vai revelando a lógica única e absoluta de seu engendramento [enredamento, formação de redes], numa verdadeira autogeração. Concentrando o melhor de seus esforços no Peirce menos conhecido do público, Santaella adentrou o labirinto dos manuscritos inéditos. Percorre-o com firmeza e determinação, e não esquece de ir desenrolando, a cada passo, o novelo da leitura atenta e sistemática, cujo fio garantirá a volta segura.

Esse retorno, pelo qual vamos ansiando tanto quanto pelo esclarecimento final do crime, num policial, traz ao leitor a recompensa final da eficácia do conceito, a surpresa de um autor melhor delineado, a riqueza de uma obra permanentemente "em progresso". Esse livro realiza a proeza de ao mesmo tempo nos introduzir à semiótica, nos conduzir através de uma paisagem pouco visitada e nos fazer mergulhar numa das mais importantes tentativas de erguer uma teoria geral dos signos."

TEORIA GERAL DOS SIGNOS - III sumário

LIVRO: A TEORIA GERAL DOS SIGNOS - COMO AS LINGUAGENS SIGNIFICAM AS COISAS (1995)
DE: Lucia Santaella
ED: Thomson/Pioneira (Brasil, São Paulo: 2004, 156 págs.)
Revisão: Janice Yunes
Capa: Macquete Produções Gráficas

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1. DO SIGNO
Um equívoco renitente
Sinais de alerta
A forma ordenada de um processo
O fundamento do signo
O caráter vicário do signo
A função mediadora do signo
A questão da determinação
O problema do significado
A incompletude-impotência do signo
Retorno à infinitude
2. DO OBJETO
A complexidade do objeto
Experiência colateral
Dois tipos de objetos
Exemplos de objeto dinâmico
Modalidades do objeto dinâmico
Implicações do objeto dinâmico
Objeto e percepção
A tríade perceptiva
Gradações do percipuum
Retorno ao objeto
3. DO INTERPRETANTE
O interpretante como terceiro
As divisões do interpretante
Momentos lógicos do interpretante
Uma segunda classificação do interpretante
As duas tricotomias
4. O SIGNO REVISITADO
Amplitude da noção de signo
As tríades dos signos
Quali, sin e legi-signos
Ícone, hipoícone, índice e símbolo
As tricotomias dos interpretantes
BIBLIOGRAFIA

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

METACIÊNCIA - I capa e contracapa

Livro: METACIÊNCIA COMO GUIA DA PESQUISA - UMA PROPOSTA SEMIÓTICA E SISTÊMICA (2008)
Autores: Lucia Santaella e Jorge de Albuquerque Vieira
Editora: Mérito (Brasil, São Paulo: 2008, 162 págs.)
Editor: Antonio Adami
Capa: W. Rondinoni
Diagramação: Michael Zeviani
Revisão: Marilene S. S. Garcia
Palavras-chave: Ciência e Filosofia, Ciência e Metodologia, Meio Ambiente e Pesquisa, Pesquisa e Metodologia, Filosofia da Ciência

CONTRACAPA
Este livro foi escrito para todos aqueles que buscam fundamentos filosóficos e metodológicos capazes de funcionar como guias da pesquisa [científica] em quaisquer áreas de conhecimento.
A metaciência é um campo do saber que tem por objeto a própria ciência e por tarefa desenvolver as categorias científicas fundamentais que estão presentes em todas as ciências. Enquanto as ciências especiais estão preocupadas com a obtenção de resultados válidos, a metaciência se preocupa com os princípios gerais que definem a natureza da ciência, quer dizer, o que faz a ciência ser ciência.
Neste livro, são discutidos os quatro principais fundamentos da metaciência - ontologia, epistemologia, lógica e metodologia, visando a construção de um repertório metacientífico comum entre os pesquisadores. É esse repertório comum que pode fornecer algumas garantias para a gestão metodológica e interdisciplinar e o gerenciamento da conectividade entre projetos que têm em mira objetivos e resultados compartilhados.
Falar em integralidade e conectividade remete à terminologia da teoria dos sistemas, base teórica escolhida justamente por parecer a mais adequada aos propósitos que guiam a inter/multi e transdisciplinaridade.
As tarefas de [1] produzir o conhecimento, [2] dar formação básica e avançada a pesquisadores em complexidade e [3] antecipar cenários emergentes devem estar alicerçadas em uma concepção de ciência capaz de funcionar como catalizadora de idéias comuns aos pesquisadores. Essa concepção encontra-se na defesa de C. S. Peirce da ciência como atividade metabólica viva, enraizada sócio-historicamente.

VER TAMBÉM
Sumário
Autores: Lucia Santaella e Jorge de Albuquerque Vieira
Bibliografia [com links]

METACIÊNCIA - II sumário

Livro: METACIÊNCIA COMO GUIA DA PESQUISA - UMA PROPOSTA SEMIÓTICA E SISTÊMICA (2008)
Autores: Lucia Santaella e Jorge de Albuquerque Vieira
Editora: Mérito (Brasil, São Paulo: 2008, 162 págs.)
Editor: Antonio Adami
Capa: W. Rondinoni
Diagramação: Michael Zeviani
Revisão: Marilene S. S. Garcia
Palavras-chave: Ciência e Filosofia, Ciência e Metodologia, Meio Ambiente e Pesquisa, Pesquisa e Metodologia, Filosofia da Ciência

SUMÁRIO

CAPÍTULO 1 - A ciência como um modo de vida
1. A natureza da ciência
2. As raízes sócio-históricas da ciência
CAPÍTULO 2 - A metaciência como guia
1. Ontologia
2. Epistemologia
3. Lógica
4. Metodologia
5. Uma metaciência situada
CAPÍTULO 3 - Uma ontologia sistêmica
1. Introdução: ontologia e sistemas
2. Sistemas: definições e parâmetros sistêmicos
3. Organização e auto-organização
4. Considerações finais
CAPÍTULO 4 - Teorias da complexidade
1. A emergência do pensamento complexo
CAPÍTULO 5 - Uma epistemologia semiótica
1. Os três ramos da semiótica
2. Pensamentos se dão em signos
3. Percepção como porta de entrada do pensamento
4. Signo é mediação
5. De que objeto se está falando?
6. Que sujeito é esse?
7. Do pensamento à ação deliberada
8. A questão da verdade e o realismo científico
CAPÍTULO 6 - Natureza e semiose
1. Signo e semiose
2. Semiose, evolon e abdução
3. Ação
4. Sistemas, relações e ações
5. Sensibilidade e elaboração
6. Sistemas e ação
7. Função memória
8. Função transferência
9. Função resolução
10. A integral de convolução
11. Correlação, coesão, coerência e gramática
12. Semiose e cosmologia - os eixos do tempo
13. Um exemplo
14. Conclusões
CAPÍTULO 7 - Uma cartografia para a interdisciplinaridade
1. Classificação peirciana das ciências
2. A arquitetura filosófica de Peirce
3. As disciplinas filosóficas
4. A atração pelo admirável
5. Os três ramos da semiótica
6. A filosofia como alicerce das ciências especiais
7. As inter-relações das ciências
CAPÍTULO 8 - A lógica no interior da metodologia
1. Por uma lógica da ciência
2. Uma lógica concebida como semiótica
3. A lógica abdutiva e o método da descoberta
4. A lógica dedutiva e o raciocínio necessário
5. A lógica indutiva e o método das ciências empíricas
CAPÍTULO 9 - Metodologia da pesquisa
1. A especificidade de um problema científico
2. Da hipótese ao teste
3. Primeira síntese sobre o percurso metodológico
4. Indução e evidência
5. Dedução: estimativa da hipótese
6. Hipótese e lei
7. Teorias: sistemas conceituais
8. Segunda síntese sobre o percurso metodológico
Bibliografia
*
Imagem encontrada em... Chilmark Research

METACIÊNCIA - III Lucia Santaella

Livro: METACIÊNCIA COMO GUIA DA PESQUISA - UMA PROPOSTA SEMIÓTICA E SISTÊMICA (2008)
Autores: Lucia Santaella e Jorge de Albuquerque Vieira
Editora: Mérito (Brasil, São Paulo: 2008, 162 págs.)
Editor: Antonio Adami
Capa: W. Rondinoni
Diagramação: Michael Zeviani
Revisão: Marilene S. S. Garcia
Palavras-chave: Ciência e Filosofia, Ciência e Metodologia, Meio Ambiente e Pesquisa, Pesquisa e Metodologia, Filosofia da Ciência

AUTORES: LUCIA SANTAELLA
Pesquisadora IA do CNPq e professora titular na pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP, Santaella possui Doutorado em Teoria Literária na PUCSP, em 1973, e Livre-Docência em Ciências da Comunicação na ECA/USP, em 1993. É Coordenadora da Pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, Diretora do CIMID, Centro de Investigação em Mídias Digitais e Coordenadora do Centro de Estudos Peirceanos, na PUCSP. É presidente honorária da Federação Latino-Americana de Semiótica e Membro Executivo da Associación Mundial de Semiótica Massmediática y Comunicación Global, México, desde 2004. É correspondente brasileira da Academia Argentina de Belas Artes, eleita em 2002. Foi eleita Vice-presidente em 2006 e Presidente em 2007 da Charles Sanders Peirce Society, USA. É também um dos membros do Advisory Board do Peirce Edition Project em Indianápolis, USA. É ainda membro associado do Interdisziplinäre Arbeitsgruppe für Kulturforschung (Centro de Pesquisa Interdisciplinar em Cultura), Universidade de Kassel. Foi pesquisadora associada do Research Center for Language and Semiotic Studies, em Bloomington, Universidade de Indiana, de 1987 a 1994. Foi também professora convidada na Universidade Livre de Berlim, em 1988, e na Universidade de Valencia, em 2004. Organizou a edição de 11 livros e publicou 29 livros, além de centenas de artigos.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

FORMAS DE CONHECIMENTO: ARTE E CIÊNCIA, Volume 2 - I capa e contracapa

LIVRO: "FORMAS DE CONHECIMENTO: ARTE E CIÊNCIA, UMA VISÃO A PARTIR DA COMPLEXIDADE" (2007)
Volume 2 - CIÊNCIA
DE: Jorge de Albuquerque Vieira
ED: Expressão Gráfica (CE, Fortaleza, 2007)
Capa: Carlos Fadon Vicente

CONTRACAPA, por Lucia Santaella

"Uma das notáveis proezas de
Jorge Vieira está em conciliar duas dessas espécies em uma só pessoa, pois, para ele, o mundo é, ao mesmo tempo, uma pintura e um cosmos. Jorge Vieira não pinta, mas sabe acompanhar com qualidades de sentimento os caminhos pelos quais perscruta e ausculta os sinais do cosmos. Além do modo de sentir do artista, pratica a ciência, mas a pensa como um filósofo. Nisto está em perfeita concordância com a idéia de Peirce de que não há separações rígidas entre a ciência e a filosofia.
É porque tem essa maneira de ser, que mescla o cientista ao filósofo e ao artista, que Jorge de Vieira pôde construir as bases pluri-inter e transdisciplinares que têm orientado sua trajetória rumo à meta nuclear de construção de uma epistemologia da complexidade de cunho próprio."

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA - I resumo

DISSERTAÇÃO: "SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA" (2007)
MESTRADO: em Comunicação e Semiótica, do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica - COS, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP
ALUNO: Moacyr Macruz de Oliveira
ORIENTADOR: Prof. Dra. Maria Lúcia Santaella Braga

RESUMO
A presente dissertação tem como tema o desenvolvimento de Sistemas de Informações e as influências que as novas tecnologias exercem sobre eles, levando-os a apresentar um grau crescente de entropia e estabelecer assim novos paradigmas, em especial o time-to-market.
O objetivo da dissertação é analisar até que ponto alguns conceitos selecionados da semiótica sistêmica e comunicacional podem fazer emergir uma nova compreensão e entendimento desse processo de desenvolvimento. Para isso, a pesquisa apresenta uma contextualização da situação atual, ou seja, com quais elementos os Sistemas de Informações são desenvolvidos, destacando a tríade Pessoas, Tecnologia e Processos.
Como pano de fundo desta tríade, o Desenvolvimento de Sistemas compreende um guia referencial das etapas que devem ser cumpridas, conjugado com o CMMI - Capability Maturity Model Integration, que visa determinar o grau de maturidade com que esse guia é cumprido. Por se tratar, nesta etapa da pesquisa, de um estudo de caso, assumindo o papel de "observador participante", dados foram coletados pelo pesquisador no contexto em que os projetos são desenvolvidos. Entretanto, o objetivo da pesquisa não é simplesmente estudar um caso de desenvolvimento de sistema de informação, mas, sobretudo, apresentar uma visão mais crítica e reflexiva sobre esse tipo de desenvolvimento, fazendo uso, para isso, de conceitos semióticos, sistêmicos e comunicacionais.
Assim, como suporte teórico foram selecionados os conceitos que nos pareceram mais afinados aos propósitos que a pesquisa tinha em vista, entre eles, conceitos extraídos da fenomenologia peirceana, da ontologia de Bunge e da teoria dos sistemas dinâmicos. Esses conceitos foram aplicados ao quadro que resultou do estudo de caso previamente elaborado. Dessa aplicação resultaram novas conexões e uma nova ótica que agregou valores diferentes à reflexão e consequentemente ao entendimento do desenvolvimento de sistemas de informação.

PALAVRAS-CHAVE
Sistema de informação, estudo de caso, fenomenologia, sistemas dinâmicos.

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA - II abstract

DISSERTAÇÃO: "SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA" (2007)
MESTRADO: em Comunicação e Semiótica, do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica - COS, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP
ALUNO: Moacyr Macruz de Oliveira
ORIENTADOR: Prof. Dra. Maria Lúcia Santaella Braga

ABSTRACT
The subject of the present work is the development of Information Systems and the influences of new technologies on them, leading them to an increasing degree of entropyand to the establishment of new paradigms, especially the time-to-market.
To aim of the present work is to analyse to what extent some concepts extracted from systemic and communicational semiotics can bring a new understanding of such development process. The work begins with the presentation of the elements through wich Information Systems are developed, highlighting the triad People, Technology and Processes.
At the background of that triad the Systems Development contains a reference guide of the stages that must be accomplished, together with CMMI -Capability Maturity Model Integration, which aims at determining that guide level of maturity.
At this stage this research follows the method fo a case study, where the researcher performs the role of a "participant-observer", collecting data while the project was developed. However, the goal of this research is not just to study one case of information system development, but especially to present a more critical and reflexive view of the kind of development making use of semiotic, systemic and communicational concepts.
Therefore, the theoretical support consisted of selected concepts that seemed to be more connected to the purpose of this research, such as concepts taken from Peircean phenomenology, Bunge's ontology and the theory of dinamic systems. Those concepts were applied to the resulting chart from the previous case study. From this application a new vision was brought out which added different values to the reflection and consequently to the understanding of information systems development.

KEYWORDS
Information system, case study, phenomenology, dynamic systems.

SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA - III sumário

DISSERTAÇÃO: "SISTEMAS DE INFORMAÇÕES À LUZ DA SEMIÓTICA SISTÊMICA" (2007)
MESTRADO: em Comunicação e Semiótica, do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica - COS, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP
ALUNO: Moacyr Macruz de Oliveira
ORIENTADOR: Prof. Dra. Maria Lúcia Santaella Braga

SUMÁRIO
Introdução
Contextualização da pesquisa
Objetivos e método
I CAPÍTULO - DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
1. Contexto Atual
1.1 Sobre os Sabores Doces e Amargos
1.2 Desenvolvimento de Sistemas
1.3 Desenvolvimento de Sistemas de Informação
1.3.1 Recursos Humanos, Processuais e Tecnológicos
1.3.2 Recursos Humanos
1.3.3 Recursos Processuais
1.3.4 Recursos Tecnológicos
1.4 Demanda
1.5 Especificação
1.5.1 Estudo Preliminar
1.5.2 Estudo de Viabilidade
1.5.3 Requisitos
1.5.3.1 Requisitos de Negócio
1.6 Início do Projeto
1.7 Análise de Requisitos
1.7.1 Requisitos Funcionais
1.7.2 Requisitos Não Funcionais
1.7.3 Requisitos Detalhados
1.8 Construção
1.9 Teste Individual
1.10 Teste Integrado
1.11 Homologação
1.12 Implantação
1.13 Pós-implantação
II. DESENVOLVIMENTO DE SISTEMAS SOB UMA ÓTICA ONTOLÓGICA
1. Sobre a Realidade
1.1 A Realidade é Complexa
1.2 A Realidade é Sistêmica
1.3 A Realidade é Legaliforme
2. Teoria do Conhecimento
3. Conceitos de Sistema
3.1 Conceito de Uyemov
3.2 Conceito de Bunge
3.2.1 Parâmetros Sistêmicos
3.2.2 Parâmetros Básicos/Fundamentais
3.2.2.1 Permanência
3.2.2.2 Ambiente
3.2.2.3 Autonomia
3.2.2.3.1 Internalização das Relações
3.2.3 Parâmetros Evolutivos
3.2.3.1 Composição
3.2.3.2 Conectividade
3.2.3.3 Estrutura (Rede)
3.2.3.4 Integralidade
3.2.3.5 Funcionalidade
3.2.3.6 Organização
4. Apresentação de Sistemas
5. Características Adaptativas
5.1 Sensibilidade
5.2 Memória de Internalização
5.3 Elaboração
6. Conceitos de Umwelt
7. Conceito de Multividência
8. Estruturas Dissipativas
9. Crises Sistêmicas
9.1 Fases do Evolon
9.1.1 Rompimento
9.1.2 Latente
9.1.3 Crescimento
9.1.4 Transição
9.1.5 Maturação
9.1.6 Clímax
9.1 7 Rompimento
10. Textualidades e Linguagens
10.1 Texto
10.2 Linguagens
10.2.1 Linguagem Natural
10.2.2 Linguagem Aritifical
10.2.3 Linguagem Atual
10.2.4 Gramática
III CAPÍTULO - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO SOB UM PONTO DE VISTA SEMIÓTICO
Comentários Finais
Bibliografia

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Seminário BIOSSEMIÓTICA e SEMIÓTICA COGNITIVA

Seminário Avançado de Comunicação e Semiótica
BIOSSEMIÓTICA E SEMIÓTICA COGNITIVA

19, 20 e 21 de agosto de 1998, das 9hs às 17hs
ITAÚ CULTURAL Avenida Paulista 149, São Paulo (SP)

APRESENTAÇÃO por Lucia Santaella (Coordenadora Geral do Evento)
Fundamentos Biocognitivos da Comunicação: Estruturas Organizadas, Funções e Redes

"Nas palavras de Joèl de Rosnay (1997: 29), estamos vivendo neste final de século um verdadeiro choque do futuro resultante sobretudo dos avanços das ciências físicas e biológicas. Enquanto a física e a eletrônica levaram ao desenvolvimento da informática e das técnicas de comunicação, a biologia levou à biotecnologia e à bioindústria. Estamos, sem dúvida, entrando numa revolução da informação e da comunicação sem precedentes que está desafiando nossos métodos tradicionais de análise e de ação.

No cerne dessas transformações, os computadores e as redes de comunicação passam por uma evolução acelerada, catalisada pela multimídia, hipermídia, a digitalização e a compressão dos dados. Alimentada com tais progressos, a internet, rede mundial das redes interconectadas, explode de maneira espontânea, caótica, superabundante. Nesse mesmo ambiente técnico e científico, emergem setores inquietantes, tais como a realidade virtual e a vida artificial.

Cérebros humanos, computadores e redes interconectadas de comunicação ampliam, a cada dia, um ciberespaço mundial no qual todo elemento de informação encontra-se em contato virtual com todos e com cada um, tudo isso convergindo para "a constituição de um novo meio de comunicação, de pensamento e de trabalho para as sociedades humanas", enfim, de uma nova antropologia própria do ciberespaço (Lévy 1998: 12).

Segundo Lévy (ibid.: 13), a fusão das telecomunicações, da informática, da imprensa, da edição, da televisão, do cinema, dos jogos eletrônicos em uma indústria unificada da multimídia é o aspecto da revolução digital que tem sido mais enfatizado. Entretanto, esse não é o aspecto mais importante. A par dos aspectos civilizatórios, tais como novas estruturas de comunicação, de regulação e de cooperação, linguagens e técnicas intelectuais inéditas, modificação das relações de espaço e tempo etc., o mais importante está no fato de que a forma e o conteúdo do ciberespaço ainda estão especialmente indeterminados. Diante disso, não se trata mais de raciocinar em termos de impacto (qual o impacto das infovias na vida econômica, política, cultural, científica?), mas em termos de projetos.

A proposta que aqui se segue, de organização de um seminário avançado de comunicação e semiótica, insere-se dentro dessa perspectiva: diante das imensas transformações de que somos participantes, estamos buscando raciocinar através de projetos.

Em vez de propor um evento de massa, tendo em vista uma apresentação panorâmica e necessariamente superficial de algumas questões candentes no contexto da nova realidade digital, optamos por organizar um evento de pequeno porte destinado a pesquisadores, professores e estudantes avançados de comunicação e semiótica que queiram se dedicar ao estudo e debate aprofundados de alguns tópicos específicos e especializados da revolução bio-cibernética.

O foco desses tópicos especializados está na noção das redes de comunicação. Trata-se, sem dúvida, de uma noção que não se faz entender à luz de uma visão estritamente tecnológica. O funcionamento das redes de comunicação apresenta semelhanças, por exemplo, no comportamento do sistema nervoso, do sistema imunológico, nas simulações computacionais e nas redes de telecomunicação. A compreensão desse funcionamento conclama, pois, a interface e cooperação de algumas disciplinas, tais como as ciências cognitivas, as ciências da informação, inteligência artificial e a biologia que, a despeito da especificidade de cada uma, estão lidando com questões que são, antes de tudo, questões comunicacionais. A ciência da comunicação tem, portanto, muito para dar e receber nessa convergência.

O projeto aqui proposto enquadra-se naquilo que Lucien Sfez (1994: 11) caracteriza como o núcleo epistemológico da comunicação "que reúne em torno de pontos comuns grande diversidade de saberes: biologia, psicanálise, mass media studies, instituições, direito, ciência das organizações, inteligência artificial, filosofia analítica etc". Esses conceitos comuns às ciências da comunicação parecem dever constituir pouco a pouco os elementos de uma forma simbólica em gestação.

Trabalhando justamente em prol da gestação dessa forma simbólica, propomos este seminário avançado para o debate das estruturas organizadas, funções e redes como estando nas bases dos sistemas vitais na origem dos sistemas vivos assim como na emergência de uma rede planetária de comunicação."

terça-feira, 12 de agosto de 2008

SEMIÓTICA, SISTEMAS E SINAIS - I resumo

TESE: "SEMIÓTICA, SISTEMAS E SINAIS" (1994)
DOUTORADO: em Comunicação e Semiótica, do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica - COS, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP
ALUNO: Jorge de Albuquerque Vieira
ORIENTADORA: Prof. Dra. Maria Lúcia Santaella Braga

RESUMO
Esta Tese consiste no estudo semiótico de sinais de natureza científica quanto ao registro, redução e interpretação dos mesmos. Os sinais são registrados na forma de Séries Temporais, aqui consideradas como cadeias sígnicas. Em sua análise são empregadas técnicas da Lingüística Matemática e Linguagens Formais, no domínio da Teoria da Informação.
A introdução da Teoria Geral de Sistemas como referencial ontológico permite a elaboração de signos complexos para exprimir tais sinais como sistemas organizados e constituintes de uma hierarquia em estocasticidade - os signos desenvolvidos são espaços de estados defasados, permitindo uma geometrização de gramaticalidade.
As conseqüências ontológicas, epistemológicas e metodológicas são também discutidas, principalmente no âmbito do sistema filosófico de Charles Sanders Peirce. É proposta uma generalização do conceito peirceano de Semiose, de forma a conter processos em sistemas não-vivos, e é discutido ainda o seu papel na evolução da espécie humana como elaboradora de Complexidade.

SEMIÓTICA, SISTEMAS E SINAIS - II índice

TESE: "SEMIÓTICA, SISTEMAS E SINAIS" (1994)
DOUTORADO: em Comunicação e Semiótica, do Programa de Estudos Pós Graduados em Comunicação e Semiótica - COS, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP
ALUNO: Jorge de Albuquerque Vieira
ORIENTADORA: Prof. Dra. Maria Lúcia Santaella Braga

ÍNDICE
Resumo
Introdução
CAPÍTULO 1 - RELATIVISMO, PERSPECTIVISMO E FENOMENALISMO
CAPÍTULO 2 - FENÔMENO, SINAL E CÓDIGO
2.1 - Observação, Fato e Dado
2.2 - Sistemas, Estado e Processo
2.3 - Esquema Funcional e Espaço de Estados
CAPÍTULO 3 - INFORMAÇÃO, SINAL E CÓDIGO
3.1 - Sistemas de Informação
3.2 - Função de Transferência, Função de Resolução e Ruído
3.3 - Processos Estocásticos e Ergodicidade
CAPÍTULO 4 - LINGUAGENS NATURAIS E A LINGÜÍSTICA MATEMÁTICA
4.1 - Linguagens Naturais e a Teoria da Informação
4.2 - Linguagens Naturais e a Lingüística Algébrica
***4.2.1 - O enfoque gerativo
***4.2.2 - O enfoque analítico
***4.2.3 - Inatismo, construtivismo e sistemismo
CAPÍTULO 5 - APLICAÇÃO DA LINGÜÍSTICA MATEMÁTICA EM SINAIS CODIFICADOS
5.1 - Tipos de Registros e a Análise Clássica de Sinais
5.2 - Tipos de Codificação e a Geração de Textos
***5.2.1 - A série temporal original como texto
***5.2.2 - Codificação por aspectos puramente temporais
***5.2.3 - Codificação em forma
***5.2.4 - Correlação, contextos e redundâncias
CAPÍTULO 6 - ESPAÇOS DE ESTADO E O TEOREMA DE PACKARD
6.1 - Séries Temporais e Modelos
6.2 - O Teorema de Packard
6.3 - Espaços de Correlações, de Espalhamentos, de Relações e de Contextos
6.4 - Memória Sistêmica e Parâmetros Sistêmicos
CAPÍTULO 7 - NATUREZA DO PSEUDO-ESPAÇO DE ESTADOS
7.1 - Dependência Legaliforme, Sintaxe e Semântica
7.2 - Aspectos Geométricos e Topológicos
7.3 - A 'Diagonal' de Correlação
7.4 - Integralidade e Redundância: Pontos e Órbitas
7.5 - Mapas e Atlas
7.6 - Alguns Aspectos de Sistemas Dinâmicos
CAPÍTULO 8 - DA APLICAÇÃO DOS PARÂMETROS SISTÊMICOS
8.1 - Introdução
8.2 - Discussão dos Parâmetros
CAPÍTULO 9 - ESPAÇOS DE ESTADOS PARA SÉRIES TEMPORAIS SELECIONADAS
9.1 - Séries Escolhidas
9.2 - A Estrela Variável Cygni
9.3 - A Série do Número de Wolf
9.4 - Séries de Números Aleatórios
CAPÍTULO 10 - A QUANTIFICAÇÃO DA INTEGRALIDADE
10.1 - Critérios de Integralidade
10.2 - Construção da Função Integralidade
CAPÍTULO 11 - APLICAÇÃO À "BURSTS" SOLARES
11.1 - "Bursts" Solares
11.2 - O Algorítmo de Black
11.3 - Pseudo-Espaços de Estados para os "Bursts"
11.4 - Organização nos "Bursts" Solares
CAPÍTULO 12 - SEMIOSE, REALISMO E IDEALISMO
12.1 - Introdução
12.2 - Semiose e Realidade
12.3 - "Umwelt", Perspectivismo e Ficcionalismo
12.4 - Evolução e Coerência
CAPÍTULO 13 - SEMIOSE E PESQUISA CIENTÍFICA
13.1 - Introdução
13.2 - Semiótica, Ciência e Método
13.3 - Linguagem e Realidade
13.4 - Ciência e a Construção de Signos
13.5 - Observação, Semântica e Coerência
CAPÍTULO 14 - CONCLUSÕES
Bibliografia
Apêndice A - Sistema, mapeamento e isomorfismo
Apêndice B - Figuras
Apêndice C - Tabelas

terça-feira, 27 de maio de 2008

O QUE É SEMIÓTICA - I capa e índice

LIVRO: "O QUE É SEMIÓTICA" (1983)
DE: Maria Lucia Santaella Braga
ED: Brasiliense (Brasil, São Paulo: 1983, 115 págs., 1a. edição)
Revisão: José W. S. Moraes
Capa e ilustrações: Ettore Bottini

ÍNDICE

PRIMEIROS PASSOS PARA A SEMIÓTICA
Uma definição ou um convite?
Linguagens verbais e não-verbais
Até onde vai a Semiótica
O LEGADO DE C. S. PEIRCE
Um Leonardo das ciências modernas
Um só homem dialogando com 25 séculos de filosofia ocidental
PARA SE LER O MUNDO COMO LINGUAGEM
O universo está em expansão
Uma arquitetura filosófica
ABRIR AS JANELAS: OLHAR PARA O MUNDO
Categorias do pensamento e da natureza
Qualidade de sentimento... conflito... interpretação
Primeiridade
Secundidade
Terceiridade
PARA SE TECER A MALHA DOS SIGNOS
Definição de signo
Classificação dos signos
Enfim
OUTRAS FONTES E CAMINHOS
As fontes soviéticas
A matriz saussureana
Alguns confrontos
INDICAÇÕES PARA LEITURA