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quinta-feira, 13 de junho de 2013

BEYOND MECHANISM (Além do Mecanismo, por Henning e Scarfe)

livro: BEYOND MECHANISM - PUTTING LIFE BACK INTO BIOLOGY (Além do Mecanismo, Recolocando a Vida dentro da Biologia)
de: Brian Henning e Adam Scarfe
indicado por: Jesper Hoffmeyer

It has been said that new discoveries and developments in the human, social, and natural sciences hang “in the air” (Bowler, 1983; 2008) prior to their consummation. While neo-Darwinist biology has been powerfully served by its mechanistic metaphysic and a reductionist methodology in which living organisms are considered machines, many of the chapters in this volume place this paradigm into question. Pairing scientists and philosophers together, this volume explores what might be termed “the New Frontiers” of biology, namely contemporary areas of research that appear to call an updating, a supplementation, or a relaxation of some of the main tenets of the Modern Synthesis. Such areas of investigation include: Emergence Theory, Systems Biology, Biosemiotics, Homeostasis, Symbiogenesis, Niche Construction, the Theory of Organic Selection (also known as “the Baldwin Effect”), Self-Organization and Teleodynamics, as well as Epigenetics. Most of the chapters in this book offer critical reflections on the neo-Darwinist outlook and work to promote a novel synthesis that is open to a greater degree of inclusivity as well as to a more holistic orientation in the biological sciences.

Foi dito que as novas descobertas e desenvolvimentos das ciências humanas, sociais e naturais pendurar "no ar" (Bowler, 1983, 2008) antes de sua consumação. Enquanto a biologia neodarwinista foi poderosamente servida por sua metafísica mecanicista e reducionista de uma metodologia em que os organismos vivos são considerados máquinas, muitos dos capítulos neste lugar volume de este paradigma em questão. Emparelhamento cientistas e filósofos juntos, este volume explora o que poderia ser chamado de "The New Frontiers" da biologia, ou seja, áreas contemporâneas de pesquisa que aparecem para chamar uma atualização, uma suplementação, ou um relaxamento de alguns dos principais princípios da Síntese Moderna. Tais áreas de investigação incluem: Teoria da Emergência, Biologia de Sistemas, biossemiótica, homeostase, Simbiogênese, Nicho de Construção, a teoria da seleção orgânica (também conhecido como "O efeito Baldwin"), auto-organização e Teleodynamics, bem como epigenética. A maioria dos capítulos deste livro oferecem reflexões críticas sobre a perspectiva neo-darwinista e trabalhar para promover uma nova síntese que está aberta a um maior grau de inclusão, bem como para uma orientação mais holística nas ciências biológicas.

Ver também... Blog Immanent Transcendence, Website do Jesper Hoffmeyer e Link Academia.edu.

domingo, 21 de novembro de 2010

A TEORIA DA UMWELT - I capa e resumo

REVISTA/LIVRO: GALAXIA (abril, 2004)
ARTIGO: A TEORIA DA UMWELT DE JAKOB VON UEXKULL
DE: Thure von Uexkull
ED:
Capa:

RESUMO
Se vcoê etsá sdeno cpaaz de ednenetr etsa fsrae, é pqorue sau Uwlemt leh pagroromu praa cguonesir ftrliar de tdoo eses fxiee cfunsoo de ppceteros anepas aliuqo qeu vlae a pnea ser ldoi sdneguo sues issnteeres de cnosçãturo ed cntonehciemo. Eis a presença da Umwelt em seu aparato perceptivo-operacional. Neste artigo, Thure von Uexkull elabora comedidamente os subconceitos nevrálgicos que se articulam organicamente para formar o superconceito da Umwelt. Começa por apresentar os pressupostos do processo vital a partir da categoria do tempo, passando então à explanação continuísta [integralidade?] do Círculo Funcional e daí extraindo mais dois aspectos importantes do processo vital, a saber, o código e o contexto. Só a partir de então, o autor apresenta as denotações que seu pai [Jakob von Uexküll] atribuía aos termos autonomia, ego, sujeito, texto biológico, ambiente e tegumento habitável. O artigo estréia a observação conclusiva de uma biossemiótica como teoria da tradução em que os observadores humanos devem cuidar para não ceder a antropomorfismos, mas [devem] saber demarcar e distinguir três tipos de semiose: informação, sintomatização e comunicação.

PALAVRAS-CHAVE
Umwelt, percepção, operação, círculo funcional, biossemiótica, teoria da tradução

sexta-feira, 19 de março de 2010

ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA - I capa e apresentação

LIVRO: ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA (2008)
DE: Edgar Roberto Kirchof
ED: EdiPUCRS (Brasil, Porto Alegre: 2008, 304 págs.)
Capa: Marcos Saporiti e Vinícius Xavier
Revisão: Patrícia Aragão e Susana Dantas Guindani
Editoração: Adriana Condessa Ferreira e Luciana Haesbaert Balbueno
Palavras-chave: estética, filosofia, semiótica, biologia

APRESENTAÇÃO, por Winfried Nöth
"Os fundamentos biológicos da estética, da arte, da poesia e da literatura narrativa, a estética biossemiótica e sociobiológica, a estética da semiosfera e da biosfera, a semiótica evolutiva da cultura e a estética das formas da natureza - inclusive das paisagens: tal é o fascinante mundo novo apresentado pelo presente livro, em uma síntese impressionante. Clareza, compreensibilidade e equilíbrio são os traços marcantes dessa síntese. O vanguardismo da temática - para muitos, ainda completamente desconhecida - é explicitado, e sua originalidade, discutida em relação à tradição da estética, desde a Antiguidade. Além disso, as teses, os argumentos e os resultados apresentados também são constantemente confrontados com seus críticos, de modo que o panorama desse novo mundo se revela em toda a sua amplitude e profundidade.
Aquilo que, para alguns, é fascinante devido à novidade e ao vanguardismo, para outros, é contraditório, pois, à luz do dualismo cartesiano - baseado em um oposição radical entre a matéria e o espírito, a natureza e a cultura, a necessidade biofísica e a autonomia da arte -, a ideia de uma estética com base na biologia e nas ciências da natureza deve parecer uma contradição em si. Diante disso, a biossemiótica possui, como objetivo programático, superar o pensamento dualista. Ela supera concepções diádicas na raiz da semiótica, através de um modelo triádico, de acordo com o qual não existe um abismo insuperável entre o significante e o significado. Antes, o signo desempenha um papel de mediação entre o mundo por ele representado e a interpretação realizada na perspectiva do ser humano. A semiótica evolutiva de Charles Sanders Peirce torna-se, portanto, uma chave essencial para ultrapassar a oposição entre a natureza e a cultura, o mundo biofísico da matéria, das plantas e dos animais, de um lado, e o mundo estético ligado à esfera da arte humana, de outro. Nesse contexto, o princípio peirciano do sinequismo é um pedra fundamental dessa nova construção semiocultural, pois permite substituir o pensamento dualista por um pensamento baseado em progressões graduais. Nessa perspectiva, entre o trivial de objetos não-artísticos e o sublime da arte, assim como entre a natureza e a cultura, não existe uma oposição inconciliável. Antes, uma evolui em direção à outra, em passos mínimos, de forma extremamente imperceptível. Tal concepção acerca das fases e das passagens graduais da natureza em direção à arte abre uma perspectiva completamente inédita e permite chegar a novos conhecimentos sobre os rudimentos da estética na natureza, bem como sobre os rudimentos da natureza na arte.
O presente livro é resultado da cooperação científica entre o Brasil e a Alemanha. Ele surgiu devido a uma pesquisa realizada por Edgar Roberto Kirchof no Centro interdisciplinar de estudos culturais da Universidade de Kassel (IAG Kulturforschung), que proporcionou inúmeras outras oportunidades de trabalho em conjunto. Como diretor desse centro e como parceiro de cooperação científica do autor do livro, já há vários anos, é com alegria especial que recomendo, ao público lusófono, a leitura desta publicação inovadora."

ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA - II sumário

LIVRO: ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA (2008)
DE: Edgar Roberto Kirchof
ED: EdiPUCRS (Brasil, Porto Alegre: 2008, 304 págs.)
Capa: Marcos Saporiti e Vinícius Xavier
Revisão: Patrícia Aragão e Susana Dantas Guindani
Editoração: Adriana Condessa Ferreira e Luciana Haesbaert Balbueno
Palavras-chave: estética, filosofia, semiótica, biologia

SUMÁRIO
Apresentação, por Winfried Nöth
Introdução

PARTE I - BIOLOGIA
1. ETOLOGIA
1.1 O que é etologia?
1.1.1 Konrad Lorenz
1.1.2 O mecanismo desencadeador inato
1.1.3 Principais críticas contra a etologia
1.2 Estética na etologia animal
1.2.1 Bernhard Rensch
1.2.2 Desmond Morris
1.3 Estética na etologia humana: etoestética
1.3.1 A estética de Konrad Lorenz
1.3.1.1 Beleza: um instinto para perceber harmonias
1.3.1.2 O feio: alarme contra o perigo da domesticação
1.3.1.3 A arte
1.3.2 Irinäus Eibl-Eibesfeldt
1.3.2.1 Pré-programação genética
1.3.2.1.1 Pré-programação genética da percepção
1.3.2.1.2 Pré-programação genética da percepção estética
1.3.2.2 Preconceitos humanos da percepção estética
1.3.2.3 Determinações culturais sobre a percepção estética: o estilo e as artes
1.3.3 Ellen Dissanayake e o maketing special

2. SOCIOBIOLOGIA
2.1 O que é sociobiologia?
2.1.1 Da etologia à sociobiologia
2.1.2 Da sociobiologia à psicologia evolutiva
2.1.3 Edward O. Wilson e a síntese sociobiológica
2.2 O organismo como veículo de genes
2.2.1 A genética determina o comportamento
2.2.2 Como surgiram os genes?
2.2.3 Dos genes aos memas: da natureza à cultura
2.3 Principais críticas contra a sociobiologia
2.3.1 Egoísmo e altruísmo como determinantes genéticos
2.3.1.1 Quem coordena as ações, o gene ou o organismo?
2.3.1.2 Unilateralismo filogenético
2.3.2 Posições unilaterais sobre a cultura
2.3.2.1 Incompatibilidade epistemológica
2.3.2.3 Reducionismo na análise dos fenômenos culturais: o caso da obra de arte
2.4 Estética, arte e literatura na perspectiva sociobiológica
2.4.1 Edward O. Wilson
2.4.2 Richard Dawkins
2.4.3 Estética, arte e literatura
2.4.3.1 As preferências estéticas
2.4.3.1.1 A apreciação da natureza
2.4.3.1.2 A apreciação das formas humanas
2.4.3.2 Biotemática
2.4 Perguntas em busca de respostas

PARTE II - SEMIÓTICA
1. EVOLUÇÃO DOS SIGNOS
1.1 Charles Sanders Peirce
1.1.1 Evolução
1.1.2 Estética e cosmologia
1.1.3 Estética e semiótica
1.2 A biossemiótica
1.2.1 O que é biossemiótica?
1.2.2 Hoffmeyer e a expansão da liberdade semiótica
1.3 A semiótica evolutiva da cultura
1.3.1 Ambigênese: gênese e metagênese
1.3.2 Os níveis evolutivos
1.3.3 Evolução da estética, da arte e da literatura

2. A BIOSFERA
2.1 Alguns conceitos preliminares: arte e estética
2.1.1 Arte ou natureza?
2.1.2 O que é estética afinal?
2.2 A experiência estética como processo biossemiótico
2.2.1 Enxames de enxames
2.2.2 As espécies e seus mundos
2.2.3 A teoria da Umwelt e a complexidade semiótica
2.3 A percepção estética do ser humano
2.3.1 A fisiologia da estética: sensibilidade visceral, tátil, gustativa e olfativa
2.3.2 A visão e a audição
2.3.2.1 Ordem e simetria
2.3.2.2 As categorias estéticas
2.4 Uma conclusão preliminar

3. A SEMIOSFERA
3.1 Semiogênese e estética funcional
3.1.1 A expansão dos signos através da tecnologia
3.1.2 As ferramentas
3.1.3 A função prática e a função estética
3.2 Da semiogênese à glotogênese: mimese e linguagem
3.3 Da iconogêne à midiogênese
3.3.1 O que é arte, afinal?
3.3.2 Arte no paleolítico: emergência da iconogênese
3.3.3 A grafogênese e o surgimento da literatura
3.3.4 A midiogênese e as novas artes
3.4 A arte como representação
3.4.1 Walter A. Koch: uma teoria trimodal
3.4.1.1 Estética
3.4.1.2 Metafísica
3.4.1.3 Estilo
3.5 Os precursores biogenéticos da arte
3.5.1 Precursores da estética, da metafísica e do estilo
3.5.2 Morfologia e desvio
3.5.3 Quatro sistemas semióticos pré-artísticos
3.6 A evolução dos signos: um estudo da Última Ceia
3.6.1 Liberdade, diversidade e complexidade
3.6.2 Do intertexto à intermídia
3.6.3 Leonardo da Vinci: intermidialidade entre a Bíblia e a arte
3.6.4 Andy Warhol: uma Santa Ceia pós-moderna

CONCLUSÃO
Bibliografia
Registro de imagens

ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA - III orelhas

LIVRO: ESTÉTICA E BIOSSEMIÓTICA (2008)
DE: Edgar Roberto Kirchof
ED: EdiPUCRS (Brasil, Porto Alegre: 2008, 304 págs.)
Capa: Marcos Saporiti e Vinícius Xavier
Revisão: Patrícia Aragão e Susana Dantas Guindani
Editoração: Adriana Condessa Ferreira e Luciana Haesbaert Balbueno
Palavras-chave: estética, filosofia, semiótica, biologia

ORELHAS, por Lúcia Santaella [1]
"Os temas deste livro - os fundamentos biológicos da Estética e as formas ancestrais da arte na natureza - podem parecer contraditórios, uma vez que muitas pessoas ainda consideram válido o dogma segundo o qual arte e cultura são manifestações exclusivas do agir humano. No entanto, o pesquisador - que, juntamente com Peirce e com os fundamentos da já clássica Teoria Evolutiva do Conhecimento, parte dos princípios do sinequismo e da continuidade incondicional da cosmogênese no universo e da filogênese humana - não pode mais desconsiderar os signos que apontam claramente para o fato de que o antropocentrismo cartesiano, inerente às Ciências Humanas tradicionais, é, hoje, um paradigma superado, inclusive no âmbito da Estética.
Edgar Roberto Kirchof expõe, em uma síntese procedente, o novo paradigma da Semiótica Evolutiva da Cultura, focalizando a vertente vanguardista da Bioestética. A partir de um panorama enciclopédico, suscinto embora sempre compreensível, o leitor é introduzido em uma área extremamente atual e, ao mesmo tempo, instigante da pesquisa transdisciplinar em nível internacional, cujos avanços, até o momento, ainda não encontraram grande ressonância em solo brasileiro.
A Bioestética, enquanto um ramo da Biossemiótica (a ciência dos processos semióticos na natureza), não pretende apenas estudar as formas ancestrais da arte já existentes na natureza. Entre seus objetivos, também consta a investigação das raízes da arte na filogênese humana e na natureza sem jamais promover um reducionismo que supostamente explicaria todos os fenômenos culturais a partir de sua origem natural. Na medida em que lida com esses temas, colocando-os à prova a partir de análises ao mesmo tempo detalhadas e convincentes, este livro é capaz de conciliar o abismo que muitos acreditam existir entre "dois mundos": de um lado, o mundo de uma ciência natural como a Biologia; de outro, o universo das Ciências Humanas. A qualidade perspicaz e excitante do texto reside no fato de que as raízes filogenéticas da arte não são buscadas nas chamadas "culturas primitivas", como, por exemplo, nas culturas provenientes da África ou do Amazonas, e sim na arte de Leonardo da Vinci e até - ouça o leitor e se surpreenda! - na de Andy Warhol."

[1] Professora Titular da Pós-graduação em Comunicação e Semiótica da PUC/SP.

domingo, 10 de maio de 2009

PÓS com INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA - I ementa

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA E ALGUMAS APLICAÇÕES (1º/2005, 34 horas-aula)
COORDENAÇÃO: Charbel Niño El-Hani (UFBA)

EMENTA
"A semiótica é usualmente concebida como uma ciência que investiga sistemas de signos e sinais por meio dos quais seres humanos se mostram capazes de diferentes formas de interação. Contudo, ela foi concebida e sistematizada pelo lógico e matemático C. S. Peirce como uma ciência formal interessada em qualquer processo associado a comunicação e linguagem. Assim, a semiótica [peirceana] descreve e analisa a estrutura de processos semióticos sem importar-se com a base ou suporte físico/material no qual tais processos podem ser operativos, ou com a escala em que podem ser observados. Parece “natural” a ideia de uma biossemiótica, na qual os princípios teóricos e as ferramentas metodológicas da semiótica são aplicadas a sistemas vivos. A biossemiótica propõe modelos para compreensão de processos vivos que não estão estritamente baseados na organização molecular, mas fundamentalmente dependem de eventos sígnicos e de comunicação. O presente curso tem como objetivo propiciar aos alunos uma introdução às ideias centrais da semiótica e da biossemiótica, bem como a alguns de seus mais recentes desenvolvimentos e aplicações."

PÓS com INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA - II programação

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA E ALGUMAS APLICAÇÕES (1º/2005, 34 horas-aula)
COORDENAÇÃO: Charbel Niño El-Hani (UFBA)
PROFESSORES CONVIDADOS: João Queiroz (UNICAMP, UFBA) e Claus Emmeche (Universidade de Copenhague)
NÍVEL: Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências, Universidade Federal da Bahia / Universidade Estadual de Feira de Santana

PROGRAMAÇÃO
23/02, 16-19 hs: Claus EmmecheThe Emergence of Biosemiotics as a Research Program in Theoretical Biology and Philosophy of Biology [aula ministrada em inglês]
25/02, 16-19 hs: Claus EmmecheReflections on the qualitative biosemiotics of Jakob von Uexküll [aula ministrada em inglês]
02/03, 16-19 hs: João Queiroz – A filosofia dos signos de C. S. Peirce
04/03, 16-19 hs: Charbel Niño El-HaniSemiose como um processo emergente
09/03/, 16-19 hs: João Queiroz – Introdução à Zoosemiótica
11/03, 16-19 hs: Charbel Niño El-HaniInformação em sistemas biológicos
16/03, 16-19 hs: João Queiroz – Um Estudo de Caso de Comunicação Animal em Primatas Não-Humanos
18/03, 16-19 hs: Charbel Niño El-Hani – Uma Análise Semiótica do Sistema Genético de Informação
23/03, 16-19 hs: Charbel Niño El-Hani – Possíveis Aplicações da Biossemiótica no Ensino de Ciências
25/03, 16-19 hs: Seminários
30/03, 16-19 hs: Seminários
01/04, 16-19 hs: Seminários

PÓS com INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA - III bibliografia

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA E ALGUMAS APLICAÇÕES (1º/2005, 34 horas-aula)
COORDENAÇÃO: Charbel Niño El-Hani (UFBA)
PROFESSORES CONVIDADOS: João Queiroz (UNICAMP, UFBA) e Claus Emmeche (Universidade de Copenhague)
NÍVEL: Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências, Universidade Federal da Bahia / Universidade Estadual de Feira de Santana

BIBLIOGRAFIA
  1. Deacon, T. W. (1997). The Symbolic Species: The Co-evolution of Language and the Brain. W.W. Norton.
  2. Emmeche, C. 1997. “Defining Life, Explaining Emergence”, On-line paper: http://www.nbi.dk/~emmeche/ (Published in two parts as: Emmeche, C. 1997. “Autopoietic Systems, Replicators, and the Search for a Meaningful Biologic Definition of Life”, Ultimate Reality and Meaning 20: 244-264; Emmeche, C. 1998. “Defining Life as a Semiotic Phenomenon”, Cybernetics & Human Knowing 5:3-17).
  3. Emmeche, C. 2003. “Causal Processes, Semiosis, and Consciousness” in J. SEIBT (ed.). Process Theories: Crossdisciplinary Studies in Dynamic Categories. Dordrecht: Kluwer. (pp. 313-336).
  4. Hoffmeyer, Jesper. 1996. Signs of Meaning in the Universe. Bloomington & Indianapolis: Indiana University Press.
  5. Hulswit, M.[Menno] 2001. “Semeiotic and the Cement of the Universe: a Peircean Process Approach to Causation”, Transactions of the Charles S. Peirce Society: A Quarterly Journal in American Philosophy, Summer, XXXVII (3) 339-363.
  6. Kull, K. (ed.) (2001). Jackob von Uexkull: a paradigm for biology and semiotics. Semiotica 134 (1/4).
  7. Nöth, Winfried (1995). Handbook of Semiotics. Indiana University Press.
  8. Peirce, C. S. (EP1, 1992; EP2, 1998.). The Essential Peirce. Selected Philosophical Writings. (Vol. 1 ed. by N. Houser & C. Kloesel; Vol 2 ed. by the Peirce Edition Project). Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press.
  9. Queiroz, J. & El-Hani, C. [2005]. Semiose como Processo Emergente. Submetido a Galáxia.
  10. Queiroz, J. & El-Hani, C. Towards a multi-level approach to the emergence of semiosis. DCA-FEEC Technical Report 04-07; 1-21.
  11. Queiroz, J. (2004) Semiose segundo C.S.Peirce. EDUC/FAPESP.
  12. Roitblat, H. & Meyer, J.-A (eds) (1995). Comparative Approaches to Cognitive Science, MIT Press.
  13. Salthe, S. N. 1985. Evolving Hierarchical Systems: Their Structure and Representation. New York: Columbia University Press.
  14. Seyfarth, R., Cheney, D.L. (1992). Meaning and mind in monkeys. Scientific American, December, 122-128.
  15. Wilson, R. and Keil, F. (eds.) (1999). The MIT encyclopedia of cognitive sciences. MIT Press.

PÓS com INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA - IV sites recomendados

DISCIPLINA: INTRODUÇÃO À BIOSSEMIÓTICA E ALGUMAS APLICAÇÕES (1º/2005, 34 horas-aula)
COORDENAÇÃO: Charbel Niño El-Hani (UFBA)
PROFESSORES CONVIDADOS: João Queiroz (UNICAMP, UFBA) e Claus Emmeche (Universidade de Copenhague)
NÍVEL: Mestrado em Ensino, Filosofia e História das Ciências, Universidade Federal da Bahia / Universidade Estadual de Feira de Santana

SITES RECOMENDADOS

http://www.ento.vt.edu/~sharov/biosem/welcome.html
BIOSEMIOTICS

http://www.ento.vt.edu/~sharov/biosem/biosem.html

Topics in Biosemiotics

http://www.zbi.ee/~uexkull/biosemiotics/jespintr.htm
Biosemiotics: Encyclopedia of Semiotics

http://www.gypsymoth.ento.vt.edu/~sharov/biosem/hoffmeyr.html

Biosemiotics: Towards a New Synthesis in Biology

http://www.molbio.ku.dk/MolBioPages/abk/PersonalPages/Jesper/BioGroup.html

The Biosemiotics Group

http://www.nbi.dk/~emmeche/cePubl/99b.toronto.3.1b.html
The biosemiotics of emergent properties in a pluralist ontology

http://www.kli.ac.at/theorylab/Keyword/B/biosemio.html
biosemiotics

http://www.nbi.dk/~emmeche/cePubl/99c.Sarkar3c.html
The Sarkar challenge to Biosemiotics: Is there any information in a cell?

http://www.zbi.ee/~kalevi/bsxxfin.htm

Biosemiotics in the twentieth century: a view from biology

http://mtlserver.uta.fi/~attove/natu_of_biosem_final.pdf

Why And How To Naturalize Semiotic Concepts For Biosemiotics

http://mtlserver.uta.fi/~attove/SEMIO_98.HTM
Some Conceptual Extensions in Biosemiotics

http://www.library.utoronto.ca/see/pages/biosemioticsdef.html
BIOSEMIOTICS

http://www.imprint.co.uk/C&HK/vol8/biosemiotica.pdf
Biosemiotica

http://club2.telepolis.com/ohcop/biosemio.html
biosemiótica, biosemiosis

http://bio.nagaokaut.ac.jp/~matsuno/echo/abstracts/vehkaraa.html
Extended Concept of Knowledge for Evolutionary Epistemology and Biosemiotics

http://www.phil.vt.edu/ishpssb/2001/abstract/life.htm

What is Life?

http://www.zbi.ee/~uexkull/
Jakob von Uexküll Centre

http://www.digitalpeirce.fee.unicamp.br

Digital Encyclopedia of C.S.Peirce

http://www.dca.fee.unicamp.br/projects/artcog/

Group for Research on Artificial Cognition

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Seminário BIOSSEMIÓTICA e SEMIÓTICA COGNITIVA

Seminário Avançado de Comunicação e Semiótica
BIOSSEMIÓTICA E SEMIÓTICA COGNITIVA

19, 20 e 21 de agosto de 1998, das 9hs às 17hs
ITAÚ CULTURAL Avenida Paulista 149, São Paulo (SP)

APRESENTAÇÃO por Lucia Santaella (Coordenadora Geral do Evento)
Fundamentos Biocognitivos da Comunicação: Estruturas Organizadas, Funções e Redes

"Nas palavras de Joèl de Rosnay (1997: 29), estamos vivendo neste final de século um verdadeiro choque do futuro resultante sobretudo dos avanços das ciências físicas e biológicas. Enquanto a física e a eletrônica levaram ao desenvolvimento da informática e das técnicas de comunicação, a biologia levou à biotecnologia e à bioindústria. Estamos, sem dúvida, entrando numa revolução da informação e da comunicação sem precedentes que está desafiando nossos métodos tradicionais de análise e de ação.

No cerne dessas transformações, os computadores e as redes de comunicação passam por uma evolução acelerada, catalisada pela multimídia, hipermídia, a digitalização e a compressão dos dados. Alimentada com tais progressos, a internet, rede mundial das redes interconectadas, explode de maneira espontânea, caótica, superabundante. Nesse mesmo ambiente técnico e científico, emergem setores inquietantes, tais como a realidade virtual e a vida artificial.

Cérebros humanos, computadores e redes interconectadas de comunicação ampliam, a cada dia, um ciberespaço mundial no qual todo elemento de informação encontra-se em contato virtual com todos e com cada um, tudo isso convergindo para "a constituição de um novo meio de comunicação, de pensamento e de trabalho para as sociedades humanas", enfim, de uma nova antropologia própria do ciberespaço (Lévy 1998: 12).

Segundo Lévy (ibid.: 13), a fusão das telecomunicações, da informática, da imprensa, da edição, da televisão, do cinema, dos jogos eletrônicos em uma indústria unificada da multimídia é o aspecto da revolução digital que tem sido mais enfatizado. Entretanto, esse não é o aspecto mais importante. A par dos aspectos civilizatórios, tais como novas estruturas de comunicação, de regulação e de cooperação, linguagens e técnicas intelectuais inéditas, modificação das relações de espaço e tempo etc., o mais importante está no fato de que a forma e o conteúdo do ciberespaço ainda estão especialmente indeterminados. Diante disso, não se trata mais de raciocinar em termos de impacto (qual o impacto das infovias na vida econômica, política, cultural, científica?), mas em termos de projetos.

A proposta que aqui se segue, de organização de um seminário avançado de comunicação e semiótica, insere-se dentro dessa perspectiva: diante das imensas transformações de que somos participantes, estamos buscando raciocinar através de projetos.

Em vez de propor um evento de massa, tendo em vista uma apresentação panorâmica e necessariamente superficial de algumas questões candentes no contexto da nova realidade digital, optamos por organizar um evento de pequeno porte destinado a pesquisadores, professores e estudantes avançados de comunicação e semiótica que queiram se dedicar ao estudo e debate aprofundados de alguns tópicos específicos e especializados da revolução bio-cibernética.

O foco desses tópicos especializados está na noção das redes de comunicação. Trata-se, sem dúvida, de uma noção que não se faz entender à luz de uma visão estritamente tecnológica. O funcionamento das redes de comunicação apresenta semelhanças, por exemplo, no comportamento do sistema nervoso, do sistema imunológico, nas simulações computacionais e nas redes de telecomunicação. A compreensão desse funcionamento conclama, pois, a interface e cooperação de algumas disciplinas, tais como as ciências cognitivas, as ciências da informação, inteligência artificial e a biologia que, a despeito da especificidade de cada uma, estão lidando com questões que são, antes de tudo, questões comunicacionais. A ciência da comunicação tem, portanto, muito para dar e receber nessa convergência.

O projeto aqui proposto enquadra-se naquilo que Lucien Sfez (1994: 11) caracteriza como o núcleo epistemológico da comunicação "que reúne em torno de pontos comuns grande diversidade de saberes: biologia, psicanálise, mass media studies, instituições, direito, ciência das organizações, inteligência artificial, filosofia analítica etc". Esses conceitos comuns às ciências da comunicação parecem dever constituir pouco a pouco os elementos de uma forma simbólica em gestação.

Trabalhando justamente em prol da gestação dessa forma simbólica, propomos este seminário avançado para o debate das estruturas organizadas, funções e redes como estando nas bases dos sistemas vitais na origem dos sistemas vivos assim como na emergência de uma rede planetária de comunicação."