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quinta-feira, 10 de abril de 2014

A CONQUISTA SOCIAL DA TERRA - I capa e contracapa

DE: Edward O. Wilson
ED: Companhia das Letras /Editora Schwarcz (Brasil, São Paulo: 2013, 392 págs.)
Título original: The Social Conquest of Earth
Tradução do inglês: Ivo Korytovski
Capa: Mariana Newlands
Foto de capa: Paul Gauguin
Revisão técnica: Maria Guimarães
Preparação: Silvia Rebello
Índice remissivo: Luciano Marchiori
Revisão: Thaís Totino Richter e Renata Lopes Del Nero
Palavras-chave: biologia, filosofia, evolução evolução biológica, evolução social, evolução humana, condição humana, ciências da vida

ORELHAS
"De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?"
As perguntas fundamentais, destacadas no famoso quadro de Paul Gauguin reproduzido na capa deste livro, são o ponto de partida deste grande ensaio. Em busca das respostas, o autor se concentra na complexa vida social desenvolvida por insetos sociais como formigas, abelhas e cupins, e por pouquíssimos mamíferos - entre eles os seres humanos. Em comum, esses organismos têm um pré-requisito essencial à formação de sociedades avançadas: a necessidade de se fixar em um ninho e defendê-lo de inimigos.
No caso humano esses ninhos são acampamentos, aldeias, cidades. O que nos permitiu chegar a uma organização ainda mais complexa é um corpo avantajado com um cérebro grande e desenvolvido, características que possibilitam ao homem pré-histórico dominar o fogo e se embrenhar por caminhos tecnológicos.
Neste livro, a grande preocupação do pai da sociobiologia é elucidar os mecanismos evolutivos por trás do surgimento das gigantescas sociedades de formigas e da cultura de nossa espécie. Está aí, para ele, o cerne da natureza humana.
Edward O. Wilson é um mestre em elaborar grandes sínteses de ideias. Foi o que fez quando publicou Sociobiology, em 1975, e é o que volta a fazer agora [quase 40 anos depois], quando reúne ciências biológicas e humanas para rever o papel desempenhado pela seleção de parentesco na área de pesquisa que ele mesmo desenvolveu. Para entender como a seleção natural sobre o desempenho de grupos pode influenciar a evolução social de uma espécie - seja para discordar do autor ou seguir os rumos por ele propostos -, este livro é leitura essencial. E quem sabe esteja na origem de uma linha de pensamento em ascensão.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

FORMIGAS EM AÇÃO - I capa e orelhas

LIVRO: FORMIGAS EM AÇÃO - COMO SE ORGANIZA UMA SOCIEDADE DE INSETOS (1999)
DE: Deborah Gordon
ED: Jorge Zahar (Brasil, Rio de Janeiro: 2002, 146 págs.)
Título original: Ants at Work: How an Insect Society is Organized
Tradução do inglês: Maria Luiza X. de A. Borges
Consultoria técnica: Roberto Eizemberg dos Santos
Capa: Sérgio Campante

ORELHAS
"Nas primeiras luzes da manhã, sob o sol do deserto do Arizona, um grupo engatinha, nariz colado ao chão. É um quadro no mínimo peculiar, mas foi assim que Deborah Gordon e sua equipe de pesquisadores passaram os últimos 17 verões: acompanhando minuciosamente a vida de colônias de formigas de uma área da região.
Com rigor científico e um texto bem humorado, a autora nos transporta para dentro de uma sociedade de formigas, e apresenta um novo e irrefutável panorama de como elas se organizam, explicando também por que isso é do nosso interesse.
Curiosamente, são os pontos em que uma sociedade de formigas diverge da nossa, e não o contrário, que mais nos intrigam. Revolucionando nosso conhecimento a respeito do mistério da organização natural e subvertendo ideias preestabelecidas sobre a hierarquia das sociedades de insetos, a autora afirma, por exemplo, que a rainha não comanda nem administra a colônia, e que nenhuma formiga tem poder sobre outra. Apesar disso, as colônias desempenham tarefas extremamente complexas, como a construção do formigueiro, a busca e armazenamento de comida, às vezes até mesmo a guerra. Outra revelação feita neste livro é que as formigas também variam de tarefas, o que abala a concepção de que os insetos sociais organizam-se em sistemas de castas.
Ao focalizar padrões caóticos de comportamento em lugar de buscar leis universais fixas, Deborah Gordon aponta o futuro da investigação científica. Audaciodamente, afirma que a comunicação entre formigas é um modelo de como os cérebros, os sistemas imunes e o mundo natural como um todo se organizam.
Suas descobertas têm implicações profundas para todos os interessados no funcionamento das organizações, de biólogos e psicólogos a líderes de empresas e pioneiros do ciberespaço. Formigas em ação traz para o mundo natural as intuições de uma nova era na ciência da vida.
Desenhos e mapas originadas das notas de campo da equipe enriquecem a leitura dessa obra, fruto de um trabalho tão diligente quanto seu objeto de pesquisa."

FORMIGAS EM AÇÃO - II sumário

LIVRO: FORMIGAS EM AÇÃO - COMO SE ORGANIZA UMA SOCIEDADE DE INSETOS (1999)
DE: Deborah Gordon
ED: Jorge Zahar (Brasil, Rio de Janeiro: 2002, 146 págs.)
Título original: Ants at Work: How an Insect Society is Organized
Tradução do inglês: Maria Luiza X. de A. Borges
Consultoria técnica: Roberto Eizemberg dos Santos
Capa: Sérgio Campante

SUMÁRIO
Introdução
1. RITMOS DA PAISAGEM
Dez hectares
As formigas
2. O DESENVOLVIMENTO DE UMA SOCIEDADE DE FORMIGAS
O ciclo da vida da colônia
O censo
Dentro do formigueiro
Quantas formigas há numa colônia?
As empreendedoras e as preguiçosas
A rotina diária
3. ALIMENTO E RELAÇÕES EXTERIORES DE SOCIEDADES DE FORMIGAS
Que colônia forrageia melhor?
As colônias sabem onde procurar?
Vizinhas sem cercas
Quando uma vizinha desaparece
Como são essas vizinhas?

4. UMA FLORESTA DE COLÔNIA DE FORMIGAS
Nascimento e morte
A geração seguinte
Biografias de colônias
O valor futuro de uma área forrageira
Vitória final: a obtenção de área suficiente para reprodução

5. NA
SOCIEDADES DAS FORMIGAS
6. REDES DE TRAJETÓRIAS DE FORMIGAS
Movimento e contato
Comparação de padrões de encontro de diferentes espécies de formiga

7. SUCESSO SEM GESTÃO
Relações entre grupos de tarefa
Formigas trocam de tarefa
Troca de tarefa entre operárias de reserva
Cada formiga decide se vai ou não sair e trabalhar
O trabalho em colônias mais velhas
Casta
Que tipo de processo é a alocação de tarefas?

8. SISTEMAS COMPLEXOS
Tamanho da colônia e capacidade de monitorar um ambiente em
mudança
Padrões de interação
História de interações e alocação de tarefas
O que é exatamente uma interação?
Padrões de encontro e alocação de tarefas entre formigas colhedoras
EPÍLOGO: LIÇÕES DAS FORMIGAS
Notas
Índice remissivo

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

EMERGÊNCIA, A DINÂMICA EM REDE - II orelhas

LIVRO: EMERGÊNCIA - A DINÂMICA DE REDE EM FORMIGAS, CÉREBROS, CIDADES E SOFTWARES (2001)
DE: Steven Johnson
ED: Jorge Zahar Editor (Brasil, RJ: 2003, 234 págs.)
Título original: Emergence (The Connected Lives of Ants, Brains, Cities and Software)
Tradução do inglês: Maria Carmelita Pádua Dias
Revisão técnica: Paulo Vaz, ECO/UFRJ
Palavras-chave: 1. Sistemas auto-[re]organizáveis. 2. Engenharia de sistemas.

ORELHAS
"O que pode haver em comum entre [nesta ordem] um formigueiro, o cérebro humano, as cidades e os modernos softwares? Todos estes são exemplos surpreendentes de que o todo pode ser maior do que a somas das partes [holismo]. Formam os sistemas auto-[re]organizados, nos quais se dispensa a presença de um controle centralizado para haver ação. Além disso, são emergentes (bottom-up), isto é, surgem de um nível de elementos relativamente simples em direção a formas de comportamentos mais sofisticados. É exatamente essa analogia que autoriza Steven Johnson a aproximar fenômenos tão díspares em aparência [apenas em aparência...].
Emergência traça uma bela história dos sistemas emergentes, analisando pioneiros e pensadores que contribuiram para a construção dessa teoria, seja no terreno na biologia, da biofísica, do urbanismo ou do design de softwares. Além disso, esboça a gênese do comportamento emergente, que compreende desde crianças habilitadas para o controle dos novos softwares até grupos de protesto que dispensam lideranças, a exemplo dos movimentos antiglobalização.
Apoiado na analogia entre mundo biológico e cultural, o autor faz um excelente trabalho, ao colocar a web em contexto histórico e biológico e antecipa o que seria uma revolução interativa, na qual o controle da tecnologia mudaria das mãos dos engenheiros de softwares para os usuários de sistemas.
Nas duas primeiras partes de Emergência são apresentados exemplos históricos de interconectividade inteligente - do mercado de seda da Florença medieval ao nascimento da indústria de software. Na terceira analisa-se o impacto de sites - como Napster e eBay - e jogos de computador - como [The Sims e] SimCity -, prevendo a criação de uma nova mídia na qual células auto-[re]organizadas com interesses comuns [a semelhança reconecta] estruturarão a indústria do entretenimento.
O livro mostra ainda como, nos anos vindouros, o poder da auto-[re]organização, junto com a tecnologia da conectividade da Internet, irá promover uma revolução tão significativa quanto o advento da eletricidade. Os leitores não familiarizados com a ciência da complexidade vão encontrar nesse livro um excelente ponto de partida. Os mais experimentados poderão admirar as novas idéias e a visão mais abrangente que Johnson aqui nos proporciona.
Provocante e atraente, Emergência nos coloca na linha de frente dessas estimulantes discussões."

EMERGÊNCIA, A DINÂMICA EM REDE - III sumário

LIVRO: EMERGÊNCIA - A DINÂMICA DE REDE EM FORMIGAS, CÉREBROS, CIDADES E SOFTWARES (2001)
DE: Steven Johnson
ED: Jorge Zahar Editor (Brasil, RJ: 2003, 234 págs.)
Título original: Emergence (The Connected Lives of Ants, Brains, Cities and Software)
Tradução do inglês: Maria Carmelita Pádua Dias
Revisão técnica: Paulo Vaz, ECO/UFRJ
Palavras-chave: 1. Sistemas auto-[re]organizáveis. 2. Engenharia de sistemas.

SUMÁRIO
INTRODUÇÃO: Todos por um

PARTE UM
1. O mito da formiga-rainha

PARTE DOIS
2. Nível da rua
3. Padrões equivalentes
4. Ouvindo o feedback
5. Artistas do controle

PARTE TRÊS
6. Os leitores da mente
7. Veja o que acontece

Notas
Bibliografia
Agradecimentos
Índice remissivo